Critérios básicos de indicação do Implante Coclear

Pacientes pós-linguais (adquiriram a surdez depois de certa idade) com:

Perda auditiva neurossensorial bilateral de grau severo a profundo sem benefício com o uso do aparelho de amplificação sonora individual (AASI), ou seja, pacientes  que apresentam escores inferiores a 50% em testes de reconhecimento de sentenças com o uso da melhor protetização bilateral possível.
Não existe limite de tempo para a realização do implante coclear neste grupo, porém quanto maior o tempo de surdez, em geral, piores serão os resultados.

Pacientes pré-linguais (nasceram com surdez) com:

Perda auditiva neurossensorial bilateral de grau severo a profundo, com reabilitação fonoaudiológica efetiva há pelo menos 3 meses (crianças de 0 a 18 meses) ou desde a realização do diagnóstico (crianças maiores de 18 meses), e que não se beneficiam com o uso do aparelho de amplificação sonora individual (AASI).

Nas crianças, a faixa etária ideal é até 2 anos de idade, e quanto mais precoce for o implante, melhores serão os resultados.
Entre 2 e 5 anos, os resultados também podem ser bons, porém são inferiores aos pacientes implantados até os 2 anos.
A partir dos 5 anos, os pacientes também podem ser implantados, mas os resultados dependerão de outros fatores como o grau de desenvolvimento da linguagem já adquirida e do trabalho de estimulação auditiva prévia – uso de prótese auditiva, capacidade de realização de leitura orofacial e linguagem de sinais.

Em adolescentes e adultos com surdez congênita (de nascença), o implante terá algum benefício se o paciente for oralizado. Aqueles que se comunicam exclusivamente por LIBRAS têm pouco benefício e geralmente não se adaptam ao implante.

A descrição dos critérios com maiores detalhes pode ser conferida no seguinte endereço eletrônico:

http://www.aborlccf.org.br/imageBank/CRITERIOS-DE-INDICACAO-E-CONTRAINDICACAO-DO-IMPLANTE-COCLEAR-FINAL.PDF

Em casos selecionados, de acordo com avaliação da equipe médica e fonoaudiológica, outros pacientes poderão ter indicação fora desses critérios.
É fundamental que os pacientes e familiares tenham pleno conhecimento de como funciona o implante, das suas limitações, e que haja envolvimento e disponibilidade para cumprir todas as etapas do tratamento.