Problemas de audição reduzem produtividade no trabalho

Você tem dificuldade para entender o que seu chefe fala? Às vezes, sua resposta não tem nada a ver com a pergunta feita por um colega ou cliente? Procure um otorrinolaringologista e avalie sua audição: o problema pode ser temporário, solucionável com tratamento, medicação ou cirurgia.

Mais de cinco milhões de brasileiros têm alguma deficiência auditiva, ou seja, 2,5% da população. Parece pouco, mas em uma empresa com mil funcionários, seriam 25 pessoas com alguma limitação para ouvir.

"O problema é que não há, no Brasil, o hábito do checape anual auditivo. Tratamos, então, da doença já manifestada, quando o ideal seria evitá-la", explica Paulo Roberto Lazarini, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia (SBO).

Dicas para os profissionais

Não use fones de ouvido por várias horas seguidas;
Não ouça som muito alto, principalmente com fones;
Tente ser mais objetivo ao telefone, para que as conversas não durem longo tempo, especialmente se o interlocutor falar em altos brados.
Vá uma vez ao ano ao otologista, para acompanhamento.
Se tiver doenças crônicas, o médico indicará a periodicidade das consultas e dos exames.
Não use hastes flexíveis com algodão na ponta para limpar os ouvidos.
Não use, também, tampinhas de caneta, clipes, lápis e outros objetos pontiagudos no ouvido.
Receitas caseiras para dor de ouvido - álcool, por exemplo - podem piorar o problema.
Automedicação também faz mal à saúde auditiva e pode mascarar sintomas de doenças.
Em eventos e festas, fique distante das caixas de som.
Quem trabalha em máquinas e equipamentos barulhentos deve redobrar atenção ao uso de Equipamentos de Proteção Industrial (EPI). Capacetes, óculos, fones, coletes e luvas não são acessórios, e sim proteções indispensáveis à saúde.

Dicas para o pessoal de RH

Preste atenção a colegas que falem muito alto e que não entendem o que é dito a eles.
Nesses casos, sugira que marquem consulta médica.
Promovam campanhas de saúde auditiva, especialmente perto de períodos como carnaval, férias e Copa do Mundo, em que há mais fatores negativos para a boa audição, como sons altos, gritaria, foguetes, mergulhos em piscinas superlotadas etc.
Inclua avaliações auditivas na bateria de exames obrigatórios que os executivos fazem anualmente.
Vincule as campanhas de saúde auditiva às de valorização da voz.
No caso de empresas de telemarketing, vendas, callcenters, utilize os equipamentos mais avançados para evitar danos à audição dos profissionais (por exemplo, fones mais leves, que não pressionem os ouvidos).
Promova rodízio entre profissionais que usem mais ou menos equipamentos telefônicos e fones.
Informe-se sempre sobre os EPIs mais avançados, que efetivamente protegem os funcionários, e cobre o uso deles.

Doenças auditivas mais comuns

Rolha de cerume;
Otites externas e médias;
Perda auditiva induzida por ruído;
Perda auditiva após doenças infectocontagiosas, como meningite;
Perda auditiva decorrente da idade.